No Dia Mundial de Proteção da Amamentação, prefeitura reforça importância do leite materno no combate a doenças

Um ato de amor e proteção contra uma série de doenças que afetam crianças, a amamentação ganha reforço na crise sanitária da pandemia causada pelo novo coronavírus, por oferecer mais benefícios à saúde do que riscos de infecção. A orientação vem sendo reforçada pelos trabalhadores de saúde da atenção primária que atuam no atendimento às gestantes nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Prefeitura de Manaus.

No Dia Mundial de Proteção da Amamentação, 21/5, a titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Shádia Fraxe, enfatiza a importância desse ato para a saúde da criança. “Em nossas unidades de saúde, estamos reforçando a necessidade da amamentação para proteger a saúde da criança e também para fortalecer os vínculos entre mãe e filho, dando suporte emocional a esse bebê”, explica.

A programação para reforçar a data começou na segunda-feira,17/5, e teve como um dos pontos altos a participação e servidores que trabalham na Coordenação do Núcleo de Saúde da Criança e Adolescente (Nusca), nesta sexta-feira 21/5, às 9h, em audiência pública virtual da Comissão de Saúde (Comsau), da Câmara Municipal de Manaus (CMM), com o objetivo de marcar o Dia Mundial de Proteção da Amamentação.

A diretora do Departamento de Atenção Primária (DAP) da Semsa, Sonja Ale Farias, destaca que os servidores da atenção básica fazem o reforço constante de acentuar a importância da amamentação para o desenvolvimento integral da criança. “O leite materno é o melhor alimento para as crianças, principalmente nos seus primeiros meses de vida, e por isso damos orientações e explicações para as mulheres já nos primeiros meses de gestação para que elas já se sensibilizem sobre a amamentação”, disse.

Proteção

A médica pediatra e neonatologista Brisa Rego Rocha, que atende na maternidade Moura Tapajós, gerenciada pela Semsa, afirma que a orientação para o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês deve ser mantida na pandemia. O ideal, aponta, é complementar a alimentação com leite materno até que a criança complete dois anos de idade, se possível. “O leite materno é o alimento mais completo. Possui proteínas, vitaminas, anticorpos, células vivas, tudo para a proteção do bebê na temperatura e pronto para o bebê. A amamentação salva vidas”, acentua.

Um estudo conduzido pela Organização Pan Americana de Saúde (Opas) e Organização Mundial de Saúde (OMS) publicado em junho do ano passado (https://bit.ly/3fy9dfQ) mostra que não há dados conclusivos sobre a transmissão vertical do vírus da Covid-19 por meio do aleitamento materno. Em bebês, o risco de infecção pelo novo coronavírus é baixo, segundo o estudo, e, se ocorrer a infecção, é geralmente leve ou assintomática. As consequências de não amamentar e separar a mãe da criança podem ser significativas. “Neste ponto, parece que a Covid-19 em bebês e crianças representa uma ameaça bem menor à sobrevida e saúde do que outras infecções, contra as quais o aleitamento materno protege”, recomenda o estudo.

Curso

Como parte da programação do Dia Mundial de Proteção da Amamentação,  profissionais de saúde da Semsa estão participando de um curso na modalidade a distância sobre a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL), que reúne os princípios reguladores da promoção comercial e a rotulagem de alimentos e produtos destinados a recém-nascidos e crianças de até três anos de idade, como leites, papinhas, chupetas e mamadeiras. As atividades iniciaram na segunda-feira, 17/5, e se estenderão até o dia 10 de julho.

 

*Com informações da Semcom

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